quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

De Corpo e Alma


Altas, baixas, gordas, magras, louras, morenas, negras...todas diferentes...todas iguais...todas muito aquém daquilo que tu és para mim, meu amor. Assemelhas-te a uma lua cheia no meio de um céu escuro, ao primeiro raio de sol depois de uma tempestade. Menosprezas-te quanto te vulgarizas, quando te reprimes, quando te escondes por trás da tua adorável timidez. És simplesmente linda! O teu corpo, um manancial de doçura, um oásis de prazer. Contemplo-o vezes sem conta e mesmo depois de tanto tempo ainda o faço como se fosse a primeira vez. A minha mente despe-o uma vez, e outra, e outra, compensando as incorrespondidas vezes que o meu corpo pede e que por alguma razão não se concretiza. Do teu exuberante rosto até aos sensuais pés, tudo em ti é volúpia, tudo em ti é sedução, tudo em ti é perfeição esculpida ao pormenor pelas mãos do grande artesão Deus para que pudesse perdurar por toda a eternidade. Sempre que olho para ti mergulho no infinito dos teus olhos que tu teimosamente tinges de verde e como ímans me puxam para junto de ti fazendo tudo o resto perder o sentido e eu a razão. É nesses momentos que juntamente com o Amor, o Desejo toma conta de mim e por instinto dou por mim com as minhas mãos a percorrer o teu cabelo bordado a ouro e a tua pele que, com verdade, me parece aveludada. O meu corpo ganha nova vida, novo ímpeto e explode de vontade de unir-se ao teu. Dou por mim a procurar sedentamente a tua boca na ânsia de nela apaziguar o desejo, mas quanto mais te toco mais o meu corpo explode em ansiedade e entro numa espiral de prazer que depois de começada dificilmente se quer ver terminada. Quase em desespero procuro por entre os teus lábios a frescura da tua saliva, o vigor da tua língua mas em vez de saciado sinto o corpo a reagir e a expandir e o que antes era só prazer agora é calor que sufoca a alma. Nesses momentos sinto os nossos corpos humedecerem e clamarem por libertação. Por vezes o decoro ou o teu medo nos obriga a aprisionar o desejo, a matar a vontade mas quando libertas o espírito é como se o universo caísse aos nossos pés e qual dois guerreiros entregamo-nos numa luta luxuriosa em busca do prazer último que nos torna deuses. De genitais molhados e dilatados, sedentos por atenção, lutamos um com o outro pela primazia do primeiro toque íntimo, pela possibilidade de primeiro saciar a boca com o sabor genital do outro. Adoro, nesses momentos, mergulhar a minha face no teu sexo e de o percorrer com os meus lábios, saboreando-o com a minha língua, penetrando-o levemente, humedecendo o teu apertado e justo centro de prazer, preparando-o para o embate final. Sempre quis sentir o gosto do teu clímax na minha boca mas tu nunca o permitiste guardando-o para premiar o desempenho da parte de mim que mais se manifesta por ti. Adoro percorrer, lamber, sorver, acariciar todos os teus pontos erógenos e deslizar de uns para os outros sem esquecer aqueles mais distantes, normalmente esquecidos e que de forma estranha primeiro odiei e agora amo. Adoro tocar-te o sexo com os meus dedos, senti-lo quente e molhado, percorrer com as minhas mãos o teu corpo, as tuas pernas, os teus pés, os teus seios....e que belos seios tu tens, carregados de erotismo que exercitam a minha mente e que foi a parte do teu corpo que primeiro me conquistou e que confesso pouco temos explorado. Ainda há pouco demos os primeiros passos de muitos que havemos de dar. Não quero nem posso aqui esquecer as tuas nádegas que são a minha perdição e outra parte de ti que me faz prender a respiração e às quais eu tenho associado uma das minhas maiores fantasias. É lá que se esconde o derradeiro prazer. Mas quero percorrer o caminho para o atingir de mãos dadas contigo e esperarei até à eternidade, se assim o entenderes, até que estejamos os dois preparados para o fazer. Contento-me imensamente com a possibilidade de apenas poder toca-lo sem o penetrar, de roçá-lo quando o meu sexo encontra o teu e as tuas costas se estendem para os meus olhos. Não imaginas o prazer que é sentir as tuas nádegas virem de encontro ao meu púbis enquanto a tua zona clitoriana pressiona o meu ceptro do prazer. Variamos de posições numa entrega instintiva um ao outro. Adoro sentir-te em cima de mim, vendo-me desaparecer dentro de ti uma e outra vez, sentindo-te roçar na base do sexo erecto e poder tocar, beijar e acariciar os teus oscilantes e opulentos seios. Mas confesso que gosto de penetrar-te vendo o teu rosto de prazer, sentindo os teus seios pressionados contra o meu peito, molhando a minha boca na tua que tu tão insistentemente tentas evitar por não gostares de ti. Adoro sentir-te a me aprisionar dentro de ti, sentindo o meu sexo ficar duro de desejo comprimido pela tua gruta do prazer e de forma ritmada o penetrar vezes sem fim. Gosto de esperar que partas em busca do prazer final porque é o culminar da tua sensualidade e sexualidade numa explosão ritmada de prazer, numa torrente orgásmica que me inunda o pénis e que lhe dá mais vigor. Por vezes deixo-me ir na torrente mas confesso que prefiro esperar pela segunda vaga, prolongar o prazer para, finalmente, partir num misto de prazer e tristeza por tão inebriante corrente de prazer chegar ao fim. Confesso que não é o orgasmo que me dá mais prazer mas sim tudo o que me leva a ele e sobretudo tudo o que te leva a ele, meu amor. Por isso, ainda mal terminada a primeira luta pelo prazer e muitas vezes já sentimos a vontade de novamente começar. Mas os corpos cansados já nem sempre reagem como queremos e normalmente o teu cede primeiro. O relógio também é nosso inimigo e o tempo escasseia. Às vezes a tua boca gulosa me acaricia uma vez mais e se o tempo for generoso ainda nos entregamos um ao outro mas já nada é como a primeira entrega. Afasto-me depois de ti e dou-me de conta que ainda que insondáveis sejam os caminhos do amor mais indescritíveis são os caminhos do prazer quando ambos se conjugam num universo de emoções que explode dentro de mim e me faz sentir teu refém. Escrevo isto para que saibas que não só completas a minha alma como o meu corpo e que juntos somos UM e UM SÓ: De corpo e Alma.

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